Texto Bíblico: Esdras 1.1; 2.70
Introdução
Deus está no comando. Quando o seu povo estava completando setenta anos de cativeiro, Deus conduziu as profecias de Jeremias aos ouvidos do Ciro, rei da Pérsia, que, por sua vez fez uma proclamação que transformaria o curso da história do povo de Deus. Deus usara os gentios para expulsar o seu povo de sua terra; agora, Ele usaria também um gentio para fazê-los retornar.
I. Quando Um Governador Fala (Esdras 1.1-4
Quando o poderoso exército de Nabucodonosor marchara sobre Jerusalém, no ano 605 a.C., o povo de Deus estivera sob o jugo da Babilônia e mais tarde, da Pérsia. O cativeiro da Babilônia foi muito mais rigoroso do que o do Medo-Persa. A filosofia persa era de bondade para com os povos cativos, permitindo que adorassem a quem quisessem e que se ocupassem de muitas das suas atividades sociais. Ciro tornou-se o instrumento de Deus, permitindo que voltassem para a sua terra natal e que reconstruissem o seu lugar de cultos novamente.
As leis pronunciadas pelos governantes foram para a bem do povo de Deus. Em Romanos 13.1-3, recebemos a ordem:"Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus;e as autoridades que existem foram por ele instituidas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus, e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e sim, quando se faz o mal". O apóstolo Paulo prossegue aconselhando-nos a pagar tributos, impostos, a temer o governo e honrar aqueles que devem ser honrados.
Em 1 Pedro 2.13 e 14, o crente enfrenta ordem semelhante em elação ao seu governo: "Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor+ quer seja ao rei, como soberano; quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem".
O cristão não necessita obedecer ao governo quando este lhe pede para fazer coisas contrárias à Palavra de Deus escrita. Em Atos 4, Pedro e João foram chamados para prestar contas por causa do que ensinavam e, finalmente, receberam ordens de não falar mais no nome de Jesus. Nos versículos 19 e 20, eles responderam: "Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós outro do que a Deus;pois nós não podemos deixar de falar das cousas que vimos e ouvimos". Mas em questão comuns como o pagamento de impostos, alfândega, licenciamentos ou leis de trânsito, os crentes devem ficar sujeitos à autoridade do país.
Em 1 Timóteo 2.1-8, encontramos mais uma advertência para os crentes, referente ao governo. Os homens são aconselhados a fazer "suplicas, orações, intercessões, ações de graça, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade", para poder viver "vida tranquila e mansa com toda piedade e respeito".
Os crentes têm ordem de serem obedientes, mas também de dar apoio aos reis e aos que se acham em posição de autoridade, orando por eles.
O maior instrumento que um crente tem para operar mudanças no governo é a oração. Quando um crente vai a Deus que é o Criador de cada nação sobre a face da terra, está falando com Aquele que é capaz de mudar o governo. Primeira timóteo 2.1 revela que os homens devem fazer súplicas, orações, intercessões e ações de graças pelos governadores. A palavra súplica vem de uma palavra grega que significa "rogar" ou "gritar" com fervor pedindo misericórdia e ajuda. Nossa tendência é ficarmos zangados ou desapontados com o governo e nos queixamos dele em lugar de buscar o Senhor em intercessão.
Devemos acabar com a idéia de que Deus não está no controle do governo ou que nenhum governo da terra é bom. Nossa responsabilidade é, em primeiro lugar, orar e, então, obedecer.
Ciro era o rei supremo. Os judeus eram escravos e ainda assim Ciro tornou-se instrumento de Deus para sua liberdade. Sua proclamação foi feita com cuidado e consideração. Primeiro foi proclamada em toda as províncias do seu reino e, então, foi registrada. Ele preocupou-se em que não fosse mal-interpretada e que não ficasse desconhecida (Ed 1.1).
Depois, Ciro deu glória a Deus pelo que ia acontecer. Tornou claro que Deus o incumbira da responsabilidade de edificar a casa de Deus em Jerusalém. Como gentio e governante, foi um instrumento nas mãos de Deus e porta-voz de Deus para o povo de Deus.
Ele convocou voluntários para irem a Jerusalém e reconstruir o Templo. Percebendo que nem todos queriam ir, ele tornou claro que aqueles que ficassem na Pérsia teriam de ajudar aqueles que estavam prontos a iniciar a árdua viagem de centenas de quilômetros a uma terra cheia de inimigos e uma cidade destruída, a fim de fazer a obra de Deus. Teriam de contribuir com prata, ouro, mantimentos e animais, fazendo uma oferta de livre e espontânea vontade para a construção do templo. Lembre-se que estas ordens incisivas vieram de um rei gentio, não de um sumo-sacerdote (Pastor-Presidente) ou dos líderes religiosos daquele tempo.
II. Voluntários (Esdras 1.5-11).
Deus sempre chama voluntários para sua obra. Ele não obrigou que cem por cento do seu povo se envolvessem na obra da reconstrução do Templo. Somente aqueles que eram sensíveis ao Espírito de Deus (v.5) reagiram à convocação de Ciro para irem a Jerusalém.
Dentro de nossas igrejas, hoje em dia, existem homens e mulheres que deveriam voluntariamente atender ao chamamento de Deus para a obra cristã, em casa e nos campos missionários ao redor do mundo. Ninguém é chamado para descansar, mas para lutar. É necessário armar a tenda no campo de liuta, não no paraíso. Temos que cumprir a tarefa da grande Comissão como uma tarefa, um trabalho, um programa, um dever, um instrumento, um grande esforço.
Missões internacionais sob o comando de Cristo é um mobilização para enfrentar dificuldades e conflito. Alguns são culpados de preguiça e falta de compromisso. Um comunista militante disse a um cristão: "Creia-me, nós ganharemos. Estamos pronto a sacrificar tudo até nossas vidas, mas vocês cristãos, têm medo até de sujar as mãos".
Dizemos que estamos prontos a sermos dedicados, submissos e consagrados ao encantador Senhor Jesus Cristo, para vivermos uma bela vida, bem-comportada, mas não para sofrer o opróbrio e enfrentar a luta indo s um país estranho para realizar a obra de Deus a qualquer preço. Somos iguais aos homens de Efraim que "embora armados de arcos bateram em retirada no dia do combate" (Sl 78.9). Temos uma fé anêmica. A inércia nos para em nossa caminhada.
Fala-se que o general Douglas MacArtur tinha nascido para a batalha. Ele não era um general de gabinete. Ele sabia o que fazer, mas também o realizava. Nós cristão ficamos sentados cantando hinos missionários, escrevemos livros, fazemos filmes e despachamos memorandos, enquanto agitamos bandeiras com os dizeres: Temos história para contarm,as deixamos de nós mesmos nos oferecer voluntariamente para o trabalho missionário. Que Deus fale aos nossos corações sobre a necessidade de nossa geração como ele falou aos corações daqueles que viveram no tempo de Ciro.
Igualmente nós enviamos missionários que oferecem suas vidas, deixando a comodidade do, lar para exercerem um ministério em terras longínquas. Eles são sustentados com o dinheiro de pessoas que ficam em casa trabalhando. Cada filho de Deus deveria fazer as coisas para as quais tem mais capacidade. Esta maravilhosa disposição permite que cada um se encaixe em seu lugarzinho particular dentro do plano de Deus.
A Deus toda glória!!
